Notícias
Brasil é o país com mais mortes diárias por covid-19. Em 24 horas, foram 1.648

Brasil é o país com mais mortes diárias por covid-19. Em 24 horas, foram 1.648

08/07/2021
Fonte: Rede Brasil Atual
Compartilhar: Whatsapp

Embora o Brasil registre recuo nas mortes, situação segue crítica. OMS critica fim de medidas de isolamento e afirma que momento é de “alerta máximo”

O Brasil registrou 1.648 mortes pela covid-19 nas últimas 24 horas. Com o acréscimo, são 528.540 vítimas do vírus desde o início da pandemia, em março de 2020. Enquanto isso, o mundo superou a marca de 4 milhões de mortes. A Organização Mundial da Saúde (OMS), no entanto, argumenta que os números sofrem de subnotificação. Em relação ao número de novos casos no Brasil, foram 54.022 no período, totalizando 18.909.037.

Desde o fim de junho, as curvas de casos e mortes pela doença estão em recuo no país, resultado do avanço, ainda que tardio, da vacinação. O Imperial College de Londres informou que a taxa de contágio no país também segue tendência de recuo. Na última semana, o índice chamado RT estava em 0,98 e, nesta semana, 0,91. Na prática, isso significa que cada 100 pessoas contaminadas transmitem a covid-19 para 91.

Embora os dados apontem para um cenário positivo, a OMS alertou que o momento é de “alerta máximo”. O diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom, subiu o tom crítico contra países que estão abrindo mão dos cuidados com o vírus, em especial com medidas de isolamento social. “Alguns países estão pensando em dar a terceira dose da vacina e derrubar as medidas de proteção como se a pandemia tivesse acabado. Porém, com as variantes se movendo rapidamente, e a desigualdade na distribuição das vacinas, algumas áreas estão experimentando um aumento agudo nos casos”, disse em coletiva concedida hoje.

Cautela

Mesmo com o recuo, o Brasil segue como ponto de atenção do mundo, epicentro da covid-19. Dados da OMS apontam que o país tem a maior média diária de mortes por covid-19 na atualidade, 1.574, seguido por Índia, com 806 e Rússia, com 658. “As variantes estão ganhando a corrida contra as vacinas por causa da distribuição desigual dos imunizantes. Não era para ser assim, e está na hora de os países se unirem para lutar contra a pandemia coletivamente”, disse Tedros.

Com 107 milhões de doses aplicadas, 14% dos brasileiros estão totalmente imunizados com duas doses e 40% receberam a primeira etapa da vacina. O ritmo é lento e insuficiente para controlar totalmente a pandemia no país, o que preocupa a OMS. “Nesse estágio da pandemia, o fato que milhões de profissionais de saúde e idosos ainda não foram vacinados é abominável. Não temos imunizantes nem cobertura vacinal suficiente, e não sabemos com certeza se as vacinas protegem contra a possibilidade de ser infectado ou evitam a transmissão”, completou Tedros.