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Contra a fome, Paulo Guedes defende dar ‘excessos’ da classe média aos pobres

Contra a fome, Paulo Guedes defende dar ‘excessos’ da classe média aos pobres

18/06/2021
Fonte: Rede Brasil Atual
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Ministro ignora desigualdade e defende utilizar sobras de restaurantes como política social: “Aquilo dá para alimentar pessoas fragilizadas, mendigos, desamparados. É muito melhor do que deixar estragar essa comida toda

 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, sugeriu nesta quinta-feira (17) que sobras de restaurantes sejam destinadas às populações pobres e vulneráveis, como forma de política de combate à crise social e aos crescentes índices de insegurança alimentar do país. “Aquilo dá para alimentar pessoas fragilizadas, mendigos, pessoas desamparadas. É muito melhor que deixar estragar”, afirmou, durante participação virtual em evento promovido pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

O ministro propôs que “desperdícios” da cadeia e “excessos” cometidos pela classe média poderiam ser mais bem aproveitados e distribuídos à crescente massa de brasileiros em situação de pobreza, muitos já em condições extremas.

Para justificar o raciocínio, o economista afirmou que o prato de um cidadão de classe média da Europa, “que já enfrentou duas guerras mundiais”, seria “relativamente pequeno”. E prosseguiu. “E os nossos, aqui, fazemos almoços onde (sic) às vezes há uma sobra enorme. E isso vai até o final, que é a refeição da classe média alta. Até lá, há excessos”, prosseguiu.

Produtos Vencidos

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que também participou do evento, fez coro com o colega da Economia, defendendo a flexibilização de regras que tratam da validade de alimentos, também como forma de atuação do governo para combater a atual disparada dos preços dos alimentos.

A ideia do governo Bolsonaro é que alimentos que atualmente poderiam ser considerados “vencidos” possam ser vendidos “a baixo custo” ou até mesmo doados. “A gente poderia fazer uma adaptação, sem precarizar nada. Podemos rever uma série de fatores e gargalos, principalmente em relação à validade dos nossos alimentos. A pandemia nos trouxe esse tema de maneira perceptível, temos que agir rapidamente”, afirmou.