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Negacionismo do Governo Bolsonaro provoca queda de vacinação infantil no Brasil

Negacionismo do Governo Bolsonaro provoca queda de vacinação infantil no Brasil

29/04/2022
Fonte: RBA
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Declínio da busca pela proteção das crianças pelos pais tem relação direta com a pandemia da covid-19, período de sucessivas campanhas de desinformação pelas redes sociais

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) alerta para a rápida queda dos índices de vacinação infantil no Brasil a partir de 2019, primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro. Atualmente, três em cada 10 crianças brasileiras ainda não receberam a vacina Tríplice Viral D1 este ano. A aplicação protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Em 2019, o percentual desta população que recebeu a D1 foi de 93,1%. O caso é ainda mais grave no que diz respeito à poliomielite. Em 2019, 84,2% das crianças estavam imunizadas. Hoje, o número caiu para 67,7%.

Diante desse cenário, o Unicef cobra ações urgentes do governo. “Fortaleçam ou restabeleçam urgentemente os programas de imunização de rotina, desenvolvam campanhas para aumentar a confiança nas vacinas e implementem planos para alcançar todas as crianças e todos os adolescentes e suas famílias com serviços de vacinação; especialmente aos mais vulneráveis que não têm acesso aos serviços de saúde, devido à sua localização geográfica, situação migratória ou identidade étnica”, informam, em nota, os especialistas da entidade ligada a ONU.

A imunização infantil é obrigatória no Brasil, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Também é considerada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A ordem é literal no texto do artigo 14, parágrafo 1o do ECA (Lei 8.069/90): “É obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias”.

Negacionismo

O declínio dos percentuais de vacinação infantil no país tem relação direta com a pandemia da covid-19, período em que uma série de campanhas de desinformação sobre a segurança dos imunizantes tomaram conta das redes sociais, em especial àquelas de apoiadores do presidente. “A pandemia certamente contribuiu ainda mais para o agravamento do problema. Para reverter esse cenário, é fundamental fortalecer os programas de imunização e os sistemas de saúde, e incentivar famílias a vacinar as crianças”, afirma Stephanie Amaral, oficial de Saúde do Unicef no Brasil.

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